domingo, 10 de fevereiro de 2008

Urinálise - Exame de Urina - Parte 2

Cor:
A cor da urina emitida por indivíduos normais, varia de amarelo-citrino a amarelo âmbar fraco, segundo a concentração de pgmentos urocrômicos e, em menor medida de urbilina, uroeritrin, uroporfirinas, riboflavinas, etc. Quandoe m repouso a urina escurece provavelmente pela oxidação de urobilinogênio. Existem vários fatores e constituintes que podem alterare a cor da uirna, incluindo substâncias ingeridas, atividade física, assim como diversos compostos presentes em situações patológicas. As cores comumente encontradas são:

Amarelo clara: é encontrada em pactes poliúricos, diabetes melito e insípido, insuficiência renal avançada, elevado consumo de líquidos, medicação diurética e ingestão de álcool.

amarelo escuro ou castanho: freqüente nos estados oligúricos, anemia perniciosa, estados febris, início de icterícia (presença anormal de bilirrubina), exercício vigoroso e ingestão de arirol, mpacrina, ruibarbo e furandantoínas.

Alaranjada ou avermelhada: é comum em presença de hematúria, hemoglobinúria, mioglobinúria, icterícias hemolíticas, porfirinúrias, e no empredgo de anilina, eosina, fenolftaleína, rfocina, sulfanol, tetranol, trional, xantonina, beterraba, vitamina A, derivados de piridina, nitrofurantoína, fenindiona e contaminação menstrual

Marrom-escuro ou enegrecida: ocorrre no carcioma de bexigam glomerulonefrite aguda, meta-hemoglobonúria, alcaptonúria, febres palustres, melanoma maligno e uso de metildopa ou levodopa, metronidazol, argirol e salicilatos.

Azulada ou esverdeada: deve-se à infecção por pseudomonas, icterícias antigas, tifo, cólera e pela a utilização de azul de Evans, azul de metileno, rboflavina, amitripilina, metocarbamol, cloretos, infican, fenol e santonina (em pH ácido).

Esbranquiçada ou branco leitosa: está presente na quilúria, lipidúria maciça, hiperoxalúria primária, fosfatúria e enfermidades purulentas do trato urinário.

Densidade:
É uma função direta, mas não proporcional do número de partículas na urina. A concentração de solutos na urina varia com a ingestão de água e solutos, o estado das células tubulares e a influência do hormônio antidiurético (HAD) sobre a reabsorção de água nos túbulos distais. A incapacidade de conentrar ou diluir a urina é uma indicação de enfermidade renal ou deficiência hormonal (HAD). Em condições normais (dieta e ingestão de líquidos habituais) o adulto de ambos os sexos produz urinas com densidades de 101 a 1025 g/L, num período de 24 horas. Para uma amostra de urina ao acaso, a densidade pode variar de 1002 a 1030 g/L. Se na fita der uma densidade baixa e o exame microscópico revelar quantidades grandes de hemácias ou leucócitos, deve se aumentar a densidade no laudo (1020 a 1025).

Nitritos +:
É uma prova inidireta para o diagnóstico preoce de bacteriúria significativa e assintomática. Microorganismos comumente encontrados nas infecções urinárias, tais como Escherichia coli, Enterobacter, Citrobacter, Klebsiella e espécies de Proteus contém enzimas que reduzem o nitrato da urina em nitrito. Se tiver mais de 10.000 leucócitos, colocar bactérias freqüentes e odor fétido. Se tiver abaixo de 10.000 leucócitos, desconsiderar o Nitrito +.

Glicose:
Os açucares são componentes normais na urina. Sendo moléculas pequenas, a glicose e outros açucares são facilmente filtrados através dos glomérulos. Para evitar a perda, os carboidratos são reabsorvidos por mecanismos de trasnporte ativo nos túbulos proximais. O mecanismo é bastante eficiente e remove quase toda a glicose normalmente filtrada pelo glomérulo. Quando a concentração de glicose plasmática ultrapassa 180 mg/dL, a capacidade de reabsorção é excedida e o açúcar passa para a urina. Mesmo com teores normais de glicose sanguínea, algum açúcar pode ser encontrado na urina, pois é impossível aos túbulos renais serem totalmente eficientes na capacidade de reabsorção. Quantidades significantes de glicose são detectadas na urina quando houver elevadas concentrações de glicose no sangue, como ocorre no diabetes. A glicose também é encontrada na urina em certas enfermidades do túbulo proximal (síndrome de Fanconi e nefropatia tubular avançada) que podem impedir a capacidade de absorção. No teste de fitam açucares como a galactose, frutose e lactose não interferem com o teste, porém elevadas concentrações de ácido ascórbico, ácido homogentísico, aspirinas, cetonas ou uratos podem provocar a inibição da reação.
Pacientes com diabetes é mais propenso a ter infecções por motivos de lesão renal, devido a urina conter açucar é um meio mais propício para o crescimento bacteriano.
Glicose + Corpos cetônicos = Diabete descompensada.

Corpos Cetônicos: As cetonas são formadas por três substâncias: Acetado, b-hidroxibutirato e acetona. A excessiva formação desses compostos por distúrbiosno metabolismo dos carboidratos e lipídios porovoca o aumento na concentração sanguíena (cetonemia) com a conseqüente excreção urinária (cetonúria). Ocorre a redução de cetonas por volatilização em urinas não analisadas logo após a coleta e/ou não refrigeradas. Cetonúria é indicativo de jejum prolongado, vômito, regime, etc. Ocorre liberação de cetonas, pela queima de lipídios como energia no lugar de glicose. Auxilia na avaliação de diabetes descompensada.

Urobilinogênio: é um pigmento biliar resultante da degrdação da hemoglobina. É formado no intestino a partir da redução da bilirrubina pelas bactérias intestinais. Parte dos urobilinogênio [e reabsorvido no intestino, caindo no sangue e levado ao fígado. Ao passar pelos rins é filtrado pelos glomérulos. Encontra-se grande quantidade de urbilinogênio na urina nas hepatopatias e distúrbios hemolíticos,

PH:
o pH urinário reflete a capacidade do rim em manter va concentração normal dos íons hidrogênio no líquido extracelular. Para conservar um pH constante no sangue (ao redor de 7,4), o glomérulo excreta vários ácido produzidos pela atividade metabólica, tais como ácidos sulfúricos, fosfórico, cítrico, clorídrico, pirúvico, láctico, além dos corpos cetônicos. Os ácidos são excretados principalmente com o sódio. Nas células tubulares, os íons hidrogênio são trocados pelo sódio presente no filtrado glomerular, e a urina torna-se ácida. Os íons hidrogênio são também excretados como íons amônio, Normalmente o PH da urina varia entre 4,6 e 8,0. Níveis abaixo ou acima não são fisiologicamente possíveis.

Hematúria e Hemoglobinas:
Hematúria é a presença de um número anormal de hemácias na urina sendo encontradas em pacientes com sangramento ao longo do trato genitourinário. Hematúria maciça, que resulta em urina cor de rosa, vermelha ou marrom, pode ocorrer nas infecções do trato urinário, cálculo renal, tumor do trato urinário, rim polistico e glomerulonefrite pós-estreptocica. A maior parte dos casos de hematúria são microscópicas. A presença de cilindros eritrocitários é a evidência definitiva de sangramento parenquimal renal.

Hemoglobinúria indica a presença de hemoglobina em solução na urina e reflete hemólise intravascular que ocorre durante episódios de síndrome urêmica hemolítica, púrpura trombocitopênica trombótica (PTT), hemoglobinúria paroxística noturna, reações transfusionais hemolíticas, hemólise por toxinas bacterianas (septicemia), veneno de cobra ou aranha, malária e queimaduras severas. Exercícios extenuantes pode ser seguidos de hemoglobinúria. A hemoglobina aparece na urina quando a capacidade de ligação da haptoglobina plasmática estiver saturada. A hemoglobina plasmática é metabolizadaq pelas células renais e ferritiona e hemossiderina, detectadas na urina usando o coantes azul de Prússia. Macrohematúria é a quantidade de sangue detectadas pela visualização da amostra. Microhematúria é o caso onde as hemácias são encontradas somente no exame microscópico.

A importânica do estabelecimento do diagnóstico diferencial entre hemogobinúria e hematúria, a análise do sedimento urinário revela, em se tratando de hematúria, a presença de hemácias intactas, enquanto na hemoglobinúria, não são encontradas hemácias, ou se existirem, são em número reduzido. Como a hemoglobinúria é um achado incomum, um teste positivo para a hemoglobina com um sedimento urinário normal deve ser melhor investigado. Urinas muito alcalinas ou com densidade urinária muito baixa (<1007) podem provocar hemólise dos eritrócitos, liberando o conteúdo de hemoglobina na urina. A presença de hemoglobina é considerada hematúria quando é conhecida a sua origem, apesar de grande dificuldade em distinguir da hemoglobinúria verdadeira.

Proteínas:
algumas causas de proetínas na urina podem ser: lesão da membrana glomerular (distúrbios do complexo imune, amiloidose, agentes tóxicos), comprometimento da reabsorção tubular, mieloma múltiplo, nefropatia diabética, pré-ecâmpsia, proetinúria ortostática e postural.

Bilirrubina:
A bilirrubina conjugada pode estra presente na urina de pctes portadores de enfermidade hepatocelular ou icterícia obstrutiva pelo seu extravasamento para a circulação. Muitas vezes a bilirubinúria precede a icterícia clínica. A icterícia ocasionada pela grande destruição de hemácias não produz bilirrubinúria, pois a bilirrubina sérica está presente na forma não-conjugada, insolúvel em água, e assim não pode ser excretada pelos rins. Pigmentos biliares: a presença é indicativa para problemas no fígado

Um comentário:

Lisandra disse...

Olá! Parabéns pelo blog, sou estudante de biomedicina e com certeza este estará entre os meus favoritos daqui por diante ;)